Artigos

DESLEGITIMAÇÃO DA FALA DOS CONTADORES DE HISTÓRIAS TRADICIONAIS E SILENCIAMENTO DE SUA PRÁTICA
K. Ribeiro

Apresentado no IX Jogo do Livro e III Fórum Ibero-americano de Letramentos e Aprendizagens, 2011.

Resumo: Tia Nastácia é a velha cozinheira do Sítio do Picapau Amarelo, quando desejam conhecer os contos populares, os netos de Dona Benta e ela própria buscam-na para ouvir seu acervo de histórias. Estabelecem, no entanto, com aquela, que é uma representante dos contadores de histórias tradicionais, uma relação tensa, repleta de confrontações entre a sua palavra e os ideais de modernidade dos quais Dona Benta e os seus são portadores. Pretende-se, neste artigo, analisar os diálogos que se constroem após as narrativas contadas inicialmente por Tia Nastácia e, ao final, pela Dona Benta. Com isso, é possível apontar algumas proposições para que se compreenda o silenciamento e o quase desaparecimento dos contadores de histórias tradicionais, questão central deste trabalho, numa perspectiva ampla, para além da mera suposição de obsolescência de uma prática, conectando este fenômeno com o processo histórico de violência simbólica e submissão do saber popular à cultura hegemônica.

Palavras-chaves: contadores de histórias tradicionais, oralidade, coerção da fala, violência simbólica.

Texto completo aqui.

CONTOS DE TRADIÇÃO ORAL: UMA PROPOSTA DE ENSINO-APRENDIZAGEM FUNDADA NA ORALIDADE
K. Ribeiro e Dinéa Maria Sobral Muniz

Texto produzido na disciplina Oralidade e Escrita, com a professora Dra. Dinéa Maria Sobral Muniz, e apresentado em duas diferentes versões no X Seminário de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa (São Paulo) e no XX Encontro de Pesquisa Educacional do Norte Nordeste (Manaus).

Resumo: os contos orais populares podem ser reconhecidos como gêneros textuais orais, cujas características podem ser utilizadas para o trabalho da oralidade em sala de aula, possibilitando aos sujeitos envolvidos no processo de aprendizagem o contato com uma certa escuta assim como com a dimensão pedagógica do conto, que em muito ultrapassa a questão do domínio da língua. Ainda há, no entanto, muito a ser estudado e refletido sobre o que é o contar e o ouvir história, o valor e a extensão das narrativas populares e como inseri-las no ensino formal. Este artigo pretende apenas principiar uma reflexão, revisando conceitos importantes e delineando as bases de uma proposta de seqüência didática para o uso das narrativas orais nas aulas de Português.

Palavras-chaves: contos de tradição oral, gêneros textuais, contadores de histórias.

Texto completo aqui.

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS EM CONTEXTO DE EAD
Mary de Andrade Arapiraca, Luciene Souza Santos e K.Ribeiro

Apresentado no II Congresso Internacional de Leitura e Literatura Infanto-juvenil

Para Wallon (1938), as emoções têm valor plástico e demonstrativo incontestáveis e permitem ao sujeito uma primeira forma de consciência de suas próprias disposições, constituindo-se no recurso primeiro de interação com o outro. As narrativas orais são mobilizadoras tanto do imaginário como da emoção, através de enredos cuja ressonância naqueles que as escutam promovem a identificação e a (res)significação de experiências, além do contato com conteúdos culturais específicos. A contemporaneidade assiste ao diálogo entre a palavra oral e a palavra escrita de forma inédita, a partir de uma perspectiva colaborativa: como uma pode contribuir para a manutenção e promoção da outra, contando-se ainda com o suporte de ambientes virtuais para tanto. Como contadoras de histórias envolvidas na formação de educadores, em diferentes espaços, incluindo a disciplina Estudos da Linguagem Oral e Escrita na Educação Infantil (ELOEEI), do curso de Pedagogia da FTC, testemunhamos constantemente o percurso possível entre a escuta de histórias e a reelaboração das mesmas através da escrita e ainda a abertura para outras leituras. Na disciplina ELOEEI, as releituras das histórias contadas em rodas de contos são reveladas pelas vozes de alunos e tutores em vários espaços de aprendizagem – como o Fórum de Discussões do Ambiente Virtual de Aprendizagem (interação assíncrona) e o GMAIL durante as aulas da disciplina (interação síncrona). Esses sujeitos socializam as principais marcas de suas memórias afetivas, acessam o próprio imaginário, procuram referências de literatura que ampliam os seus respectivos repertórios literários e sinalizam uma efetivação dessa prática em suas salas de aula.

Texto completo aqui.

O CONTADOR DE HISTÓRIAS TRADICIONAL:
MEMÓRIA E ESQUECIMENTO
K. Ribeiro

Apresentado e publicado no  VI ENECULT: Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, 2010.

Resumo: Este artigo reflete sobre o ofício do contador de história tradicional, aquele cuja construção do saber se dá no cotidiano de suas comunidades, para as quais a oralidade tem um papel fundamental na preservação e transmissão do saber. Observa-se que no percurso entre passado e contemporaneidade, advento de novas mídias e instrumentos de comunicação, o ato de contar histórias, freqüente e muito presente em várias casas do Brasil até o princípio do século XX, perde sua força e realoca-se em um lugar de esquecimento. Reforça este processo a institucionalização da escola como um lugar de uniformização do conhecimento, em detrimento de uma miríade de culturas populares, contribuindo assim com o quase desaparecimento do contador de histórias tradicional.

Palavras-chave: contadores de histórias, contos, histórias, narrativas, oralidade.

Texto completo aqui.

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